Hora de conhecer a Bossa Nova… for real!

•dezembro 6, 2010 • Comentários desativados

Dei-me conta só agora de que, apesar de gostar muito de MPB, não conheço praticamente nada! E outra! Descobri que muito do que eu ouvia achando ser MPB era na verdade Bossa Nova, e vice versa. Acho que está na hora desse ignorante aqui fazer a lição de casa. Quando souber mais posto aqui, pra retomar o vida vinil com propriedade e posts historicamente verdadeiros.

Até logo!

A Noruega e seus violões.

•abril 3, 2010 • Comentários desativados

Na Noruega existe vida sim, e até música!

Às vezes tenho a impressão de que o que eu mais quero da vida é mesmo sossego. Não precisa de mais nada, só sossego… e talvez um violão.
E é bem nessas horas que descubro aquela música perfeita pra situação, aquela música que faz parecer, por um minuto do dia, que a gente está a muitos quilometros de distância de qualquer outra pessoa. Foi exatamente isso que me aconteceu quando comecei a explorar um CD que comprei. Kings of Convenience é exatamente uma daquelas bandas que conseguem te arrancar do corpo e te jogar num gramado ensolarado de uma manhã de inverno qualquer em qualquer outro lugar que não essa merd* de cidade da garoa.

Os singles mais conhecidos como Misread e I’d Rather Dance with you eu já conhecia, mas só quando fui escutar o CD de cabo a rabo que descobri realmente as melhores músicas: Homesick, Cayman Islands, Surprise Ice e Gold in the Air of Summer.

As músicas são todas muito agradáveis de se ouvir e realmente nos dão vontade de sentar na beira de um lago, à sombra de alguma árvore e ver o dia passar. Sempre adorei músicas acústicas, mas eles realmente vão além: essas músicas têm apenas violões, um piano e as vozes; não são versões, são acústicas desde sempre. Não dá para ficar melhor.

Só para comentar, acho muito curiosa a letra de Homesick, que diz em um trecho:

“I’ll lose some sales
And my boss won’t be happy
But i can’t stop listening to the sound
Of two soft voices blended in perfection”

E fico imaginando se eles estão falando deles mesmo…

De qualquer modo, fica a sugestão. E também um aviso: músicas altamente viciantes.

Um pequeno histórico para os curiosos:

A banda Kings of Convenience se lançou em 1999, formada por Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe, após suas primeiras apresentações durantes festivais europeus de música daquele ano. Assinando com a gravadora americana Kindercore, seu primeiro álbum foi lançado em 2001 levando o nome de Quiet is the New Loud. O nome do CD foi até emprestado a um pequeno movimento pop underground que surgia na época de revalorização de melodias e letras mais sutis, sons acústicos etc, muito influenciado por bandas como Belle & Sebastian e Simon & Garfunkel.

Depois de um período de sumiço, a banda reapareceu em 2004 com o álbum Riot on an Empty Street, que fez sua fama com músicas como Misread, I’d Rather Dance with You e Know How. A banda lançou, mais recentemente, o álbum Declaration of Dependence, em 2009 (que estou louco para ouvir).

Mamma Mia, ABBA de volta?

•março 30, 2010 • Comentários desativados

Pois é, em entrevista ao jornal britânico The Times, Björn Ulvaeus e Benny Andersson insinuaram a reunião do grupo para um show pequeno, provavelmente a ser transmitido pela TV ou internet… Eles não sobem ao palco desde 1982, quando a banda acabou.

Bem, apesar de ser o brega do brega, acho que não há alma no mundo que nunca tenha cantarolado ao menos uma vez alguma música deles… o que fico imaginando é se os velhinhos continuam tão afinados.

Strict Joy

•dezembro 31, 2009 • Comentários desativados

É o nome do álbum lançado em outubro, do duo “The Swell Season”, com Glen Hansard e Markéta Irglová. O título vem do livro do poeta irlandês James Stephens, 1931. Glen descreveu o álbum: “For me, it’s just an audio diary. It’s just another installment of the life we lead.”

“In These Arms”, primeiro single, que saiu dois meses antes do lançamento oficial do álbum. Strict Joy, simplesmente continua o sucesso e a sensação única, que o “The Swell Season” e a trilha sonora “Once” transmitiram.

Deixarei vocês com outra música do álbum, “Low Rising”.

Nada melhor como terminar o ano com eles.
Feliz Ano Novo! Nós vemos logo mais.

Ho Ho Ho

•dezembro 25, 2009 • Comentários desativados

É, crianças, mas um Natal, ou pelo menos para mim, o décimo nono.

Todo mundo já deve ter ganho presentes, se deliciado do que sobrou da ceia no café da manhã, almoço e lanchinho. Então, como presente natalino, deixarei um clássico para vocês, Jingle Bell Rock.

Merry Xmas!

“L”

•dezembro 25, 2009 • Comentários desativados

Naqueles dias em que não existe nada para fazer e você afunda no sofá zapeando pelos canais, um seriado chamou atenção, Glee. Apesar de estar bem atrasada, me disseram que ela é um sucesso absoluto por onde passa. Admito que primeiramente, achava que seria uma versão para a TV do musical pré-adolescente High School Musical, mas ela é justamente focada para o inverso. Os personagens seriam os chamados “losers” na sociedade jovem americana, ou seja, os que não são populares. Eles participam do “Clube de Coral” (Glee) do colégio, que é mantido com esforço pelo professor de espanhol, pois no passado o clube foi um orgulho da instituição, porém, para não sair dos padrões americanos de seriados, existe a tal treinadora do time de líderes de torcidas, que já levou grandes títulos, para atrapalhar a diversão dos outros. Além da historinha por trás do clube, os personagens trazem problemas atuais como gravidez, homossexualidade, a garota que finge ser gaga para parecer estranha e não fazer os testes e a dificuldade vivida pelo garoto paraplégico, que arrasa qualquer um na dança. Porém, o que realmente chamou a minha atenção, são as músicas que eles cantam, sendo de grandes nomes da música atual como Rihanna “Take a Bow”,Jordin Sparks “No air”, Avril Lavigne “Keep Holding On”, Amy Winehouse “Rehab” e Lily Allen “Smile”, até grandes bandas que tiveram o seu auge há alguns bons anos atrás, como o Queen “Somebody to Love”, John Lennon “Imagine”, Bon Jovi “It’s My Life”, The Police “Don’t Stand So Close to Me” e o mais surpreendente foi ouvir “Smile” de Chaplin.

É só uma pequena amostra da grande seleção de músicas interpretadas em Glee. Vale a pena não torcer o nariz e dar uma chance, é só escolher alguma quarta-feira, às 22h na Fox.

Férias

•dezembro 18, 2009 • Comentários desativados

Ou seja, atualizações constantes. Prometo que dessa vez é de verdade, crianças.

Até a próxima música.

Beatles Digital

•novembro 5, 2009 • Comentários desativados

Se já não bastasse todos os álbuns dos Beatles relançados, a parceria entre a Apple (gravadora do grupo) e a EMI renderá uma versão mais compacta, com pen drives de entrada USB em formato de maçã – símbolo da Apple.

A pequena maça verde com 16GB terá os 14 álbuns remasterizados em estéreo e elementos artísticos que acompanharam os títulos, como 13 mini-documentários, textos, fotos raras e imagens das capas originais. Provavelmente não vai chegar ao Brasil, porém, o site disponibiliza a compra pelos EUA, saindo pela bagatela de US$ 279,99 (cerca de R$ 493).

Apenas 30 mil pen drives serão comercializados a partir de 7 de dezembro. Para os apressadinhos, já está em pré-venda no site oficial dos Beatles. Um belo presente de Natal, diga-se de passagem.

“É isso aí”

•novembro 1, 2009 • Comentários desativados

Não, nada de Seu Jorge e Ana Carolina. E sim, Damien Rice.

Ele que é dono da verdadeira música chamada “The Blower’s Daughter“, da trilha sonora de Closer. Irlandês, Damien é cantor, compositor e instrumentalista. Na sua infância passou boa parte ao ar livre (onde surgiu a sua relação com a natureza), apesar de ser apaixonado pela música, não tinha muita influência em sua casa, seu primeiro contato foi cantando em coros e quando conheceu o namorado da sua irmã que tocava guitarra, a partir dali ele começava sua paixão pelo violão no qual foi seu maior companheiro na adolescência. Em 1991, ele começava com a banda Juniper (formada inicialmente além de Damien Rice, por Brian Crosby, Paul Noonam e Dominic Phillips), onde faziam apresentações em eventos e bares locais. Com a chegada do guitarrista Dave Geraghty, a banda modificou seu conceito musical. O trabalho da banda foi crescendo e eles assinaram um contrato com a PolyGram, onde gravariam 6 álbuns. Porém Rice saiu logo após do segundo disco, dizendo: “Eu só queria ser livre, e quando assinei com a gravadora não fiquei livre”.

Em março de 1999, ele deixou tudo para trás e foi morar em Toscana, Itália, vivendo simples e viajando pela Europa, tocando e cantando nas estações de trem, conseguindo dinheiro suficiente para se manter. No ano seguinte, ele voltou para Dublin, revigorado e cheio de idéias, juntou músicos, como Lisa Hannigan, com quem compartilha os vocais, Vyvienne Long, que toca piano e violoncelo, Shane Fitzsimons no baixo e Tomo na percussão, lançando em 2002 seu primeiro álbum: “O”, ele foi gravado em um estúdio caseiro, com poucos instrumentos por causa do baixo orçamento, justificando o tom acústico. Neste álbum, as músicas “Cold Water”,”Delicate”, “Cannonball” e ,fizeram parte de trilhas sonoras de filmes renomados como, respectivamente,“I am David” (2003), “Dear Frankie” (2004), “In Good Company” (2005). Em 2003, a dupla (Damien e Lisa) cantou “Desafinado” e “Águas de Março” de Tom Jobim, na trilha sonora do filme irlandês “Goldfish Memory”.

O segundo álbum veio em 2006, intitulado “9”. Particularmente falando, músicas sensacionais, dando destaque em “Accidental Babies“, que como uma amiga descreveria “Ela mata você por dentro”. A música “9 Crimes” também participou da trilha sonora do filme “Shrek Terceiro” (2007).

Damien também participa de projetos sociais, como a campanha de libertação de Aung San Suu Kyi em prisão domiciliar em Mianmar. Ele compôs a música “Unplayed Piano” após uma visita a ela na Birmânia em 2004. Em 2006 fez parte do projeto The Cake Sale, que reunia diversos grupos musicais e artistas solo da Irlanda objetivando angariar fundos para as campanhas “Oxfam” e “Ireland Make Trade Fair”. O projeto resultou no lançamento de um álbum homônimo, com a inclusão de “Needles”, escrita por Rice e interpretada por Lisa Hannigan.

No ínício deste ano, Damien Rice esteve no Brasil, onde realizou shows em São Paulo (no qual tocou “Accidental Babies” no estacionamento para os fãs que o aguardavam) e Florianópolis, sendo o último show beneficente, com toda a arrecadação revertida para a Associação Saúde Criança Recontar.

Pode parar com o pó

•setembro 9, 2009 • Comentários desativados

Ok, sei que não é do mesmo pó que a música fala, mas podemos adaptar para o pó de poeira. Serei breve: A correria é gigantesca (universidade, estágio, agência, cerveja, etc.), porém já está mais do que na hora de tocar o vidavinil de volta, então, sem muita enrolação, tirem o pó dos fones de ouvido ou das caixas de som.

40 anos desde Abbey Road

•agosto 9, 2009 • Comentários desativados

“A foto de “Abbey Road” dos Beatles completou 40 anos neste sábado (8/8). Inúmeros fãs compareceram ao local em Londres para homenagear o grupo.

Tirada em 1969 por Iain Macmillian, a foto mostra o quarteto de Liverpool cruzando a faixa de pedestres próxima ao estúdio Abbey Road. A imagem adquiriu um caráter misterioso por haver uma série de elementos que indicariam a morte do “verdadeiro” Paul McCartney.

“Abbey Road” foi o último disco gravado pelo grupo. A faixa de pedestres, a rua e o estúdio são o destino da peregrinação de milhares de beatlemaníacos que passam por Londres.”

por Cássio Lignani
tirado do site Cifra Club

beatles

Além de uma imagem sensacional para o último álbum da banda, fica sensacional na parede do quarto.

Logo logo postamos mais sobre os Beatles, aguarde!

Bauru? Beirut!

•julho 30, 2009 • Comentários desativados

Perdoem-me a brincadeira sem graça, mas uma conhecida vivia (ainda vive) trocando os nomes.

Finalmente Beirut confirma datas, locais e até preços dos shows pela terra da bunda, samba, caipirinha e futebol. A banda aterrissará em três cidades do Brasil em setembro: Salvador (4), Rio de Janeiro (8) e São Paulo (11).

O grupo será trazido pelo 16º Festival Perc Pan – Panorama Percussivo Mundial, onde com exceção dos paulistas, a atração do Zach Condon e companhia dividirá o palco com apresentações de artistas de diversas partes do mundo, incluindo Brasil, Argentina, Itália, França, Alemanha, Japão, EUA e Jordânia.

Os preços variam e muito pelas capitais. Salvador é a “abençoada”, digamos assim, e fixou os ingressos em R$30 a inteira, eles serão vendidos a partir do dia 3 de agosto na bilheteria do local e nos postos SAC Barra (Av. Centenário, 2992 – 1º andar – Shopping Barra) e SAC Iguatemi (Av. Antonio Carlos Magalhães, s/nº – Shopping Center Iguatemi). Já Rio de Janeiro e São Paulo mantiveram os preços de shows normais, baseado nos lugares da platéia que chegam a custar de R$60 a R$180, porém o Rio segue a Bahia e abre a venda dos ingressos dia 3 de agosto, podendo ser comprado na bilheteria do local do show e no site ingresso.com. Os ingressos da metrópole paulista devem começar a ser vendidos nas bilheterias do Via Funchal até o fim da semana.

Salvador
4/9, a partir das 19h30
Teatro Castro Alves – Praça Dois de Julho, s/n – Campo Grande
R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Informações: (71) 3117-4899

Rio de Janeiro
8/9, a partir das 19h30
Oi Casa Grande – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon
R$ 60 a R$ 120
Informações: (21) 2511-0800

São Paulo
11/9, às 22h
Via Funchal – Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia
Platéia Vip: R$ 180,00
Platéia 1: R$ 150,00
Platéia 2: R$ 120,00
Platéia 3: R$ 90,00
Platéia Lateral: R$ 60,00
Mezanino Central: R$ 150,00
Mezanino Lateral: R$ 120,00
Camarote: R$ 180,00
Informações: (11) 2198-7718 / www.viafunchal.com.br

Um ou outro?

•julho 28, 2009 • Comentários desativados

Chegar em casa, tirar os sapatos e colocar uma música relaxante; viajar para a casa dos pais depois daquela semana estressante na faculdade, ouvindo old school rock; escutar uma música várias vezes só porque ela combina com seu humor naquele momento; ouvir aquela música que sempre nos tocou pois quem sabe ela ajude a esquecer aquela pessoa que foi embora; ouvir música para dançar, ouvir música para pensar. Ouvir música para libertar-se de todo o resto.

Não interessa se você ouve música por um ou por outro motivo, o que vale é o que te toca e quando toca. Quem sabe um dia você sinta vontade de ouvir aquela música daquele artista que você sempre odiou, simplesmente porque sim; quem sabe um dia você não consiga ouvir nem sequer o primeiro verso de um música que normalmente estaria no seu top-5. A questão é que não servimos à música. Não devemos nos adequar a um estilo, fechar as portas a todas as outras oportunidades simplesmente para ser igual a um grupo ou outro. Já vieram me perguntar uma vez, provavelmente um amigo metaleiro: “Como você consegue gostar de metal e dessa merda de samba também?”

Não gostamos de algo simplesmente por gostar, por esse algo se encaixar em uma pré-definição. A raiz do “gostar” é exatamente a importância que damos ao que aquele algo nos traz ou ao que ele significa para nós. Não gosto de samba nem de metal. Gosto da música X do Angra e da Y do Zeca Pagodinho. Chega de preconceito, né pessoal?

Hiperatividade canalizada em 1001 projetos

•julho 26, 2009 • Comentários desativados

No começo a idéia era focar o post no mais novo projeto do Jack White, a banda The Dead Weather, porém o múltiplo talento em diversas áreas na arte chamou certa atenção. Mesmo seguindo a linha pela vida dele, vou fazer melhor, juntar tudo, comentar sobre as bandas do nosso multi-artista e terminar com a idéia inicial (ok, no final vocês verão que não vou terminar com a idéia inicial, mas não tenho culpa se não tem fim os projetos dele).

John Anthony Gillis, conhecido por ser Jack White, nasceu em Detroit e nas horas vagas (era estofador de móveis durante o dia) trabalhava com bandas do cenário underground da sua cidade natal, no começo ele tocava bateria, mas trocou as baquetas pela palheta da guitarra aos dezenove anos. Apesar de a banda The White Stripes ter surgido em 1997, só recebeu o real destaque quando White saiu da banda The Go, onde permaneceu com eles de 98-99 como o principal guitarrista. O duo formado com a baterista Meg White foi alvo de diversos rumores sobre a ligação dos dois, que durante algum tempo diziam que eram irmãos, mas depois comprovaram que os dois já foram casados. O primeiro álbum “The White Stripes” (1999) é descrito pelo próprio White como: “Realmente furioso, o registro mais cru, o mais poderoso, e mais Detroit que já fizemos”. O segundo álbum “De Stijl” (2000), batizado em homenagem à vanguarda artística holandesa neoplasticista (Google que te salve!), foi também uma fonte da imagem musical deles, podem encontrar a arte dessa vanguarda na capa do álbum. Vamos dar uma pausa nos Stripes, porque entre o segundo (2000) e terceiro (2001) álbum, White surgiu com outra banda chamada The Upholsterers, com o mesmo conceito duo – duas pessoas tomando o lugar de uma banda inteira – onde ele ficava com os vocais, guitarras e piano enquanto Brian Muldoon (The Muldoons) tocava bateria e criava sons com engrenagens, a banda com gênero garage punk teve uma vida curta com apenas um single “Makers Of High Grade Suítes” lançado contendo três músicas. Depois dessa parada voltamos a dupla que um ano depois lançou “White Blood Cells” (2001) seguido pelo “Elephant” (2003), álbum que foi o maior sucesso da dupla e que consagrou o próprio Jack como o 17ª do ranking dos melhores guitarristas de todos os tempos. A música “Seven Nation Army” que faz parte do quarto álbum (Elephant) é considerada o maior sucesso deles. “Get Behind Me Satan” (2005) seguiu o mesmo caminho do álbum passado e foi bem recebido pela crítica, contendo também sucessos como a música “My Doorbell”. Juro que não é por maldade, mas vamos ter outra parada agora. No ano seguinte, White surgiu com um novo projeto paralelo, a banda The Racouteurs – formada por Bredan Benson que alternava e dividia com Jack os vocais, guitarras e teclados, Jack Lawrence (The Greenhornes e Blanche) baixista, Patrick Keeler (The Greenhornes) baterista e Dean Fertita (The Waxwings) guitarrista e tecladista que tocou somente na turnê – que lançou o álbum “Broken Boy Soldiers” (2006) cujo single “Steady as She Goes” ficou tão conhecida que acabou virando hit. “Consolers Of The Lonely” (2008) foi o segundo álbum, tendo a música “Salute Your Solution” como primeiro single. Até onde sei os meninos do Raconteurs ainda esperam tocar outro álbum, mas por enquanto continuam nos seus respectivos projetos. Curiosidade: na Austrália eles são conhecidos pelo nome The Saboteurs, pois já existia uma banda com o mesmo nome em Queensland, porém, apesar das tentativas e de certos números de dinheiro para ver se abririam mão do nome, eles não quiseram e ainda tentaram valores mais altos do que oferecidos, dizem que eles não sabiam de quem estavam tratando, será?! Mas voltando (de novo) a dupla vermelha, preta e branca, que lançaram o álbum “Aluminium” (2006) de composições orquestrais que continham criações passadas de Jack White. “Icky Thump” (2007), último álbum e o mais demorado no sentido de tempo de gravação, duraram três semanas (demorado, não?!) e também é o único que contém uma faixa com o mesmo nome do cd “Icky Thump”. É, talvez a história do nosso pequeno Jack com a Meg pare por aí, mas ela continua no mais novo e recente projeto dele, sim, finalmente chegamos a ele(s) The Dead Weather, banda composta por Alison Mosshart (The Kills) no vocal, guitarra e percussão, Dean Fertita (Queens Of The Stone Age e que tocava com The Raconteurs na turnê) guitarra, piano, baixo e backing vocal, Jack Lawrence (The Raconteurs e The Greenhornes) baixo, guitarra, bateria e backing vocal e por último e não menos importante Jack White, mas ele não está nos vocais ou segurando a guitarra (algumas vezes), agora ele está de volta na bateria e acompanha a Alison na voz. Já devem ter percebido que eles revezam os instrumentos e com isso acaba dando um ar mais interessante para a banda. Primeiro álbum “Horehound” mistura o rock alternativo com blues, já saíram dois singles do mesmo “Hang You from the Heavens” e “Treat Me Like Your Mother” que já está ganhando atenção das pessoas.

É, já contaram quantas bandas citei? Cinco e todas no espaço de tempo de 10 anos, mas não são só essas que ele já andou se aventurando, Jack participou de bandas como Goober And The Peas e Two-Star Tabernacle. Já no quesito sétima arte, White não é nenhum principiante, já atuou em The Rosemary Murders (1987), Mutant Swinger from Mars (2003), Cold Mountain (2003) Café e Cigarros (2003), The Fearless Freaks (2005), A Vida É Dura: a História de Dewey Cox (2007), onde interpretou nada menos que Elvis Presley, Shine a Light (2008), Under Great White Northern Lights (2009), documentário sobre a turnê da banda White Stripes no Canadá, e It Might Get Loud (2009). Fora as contribuições nas trilhas sonoras como em Cold Mountain (2003) e 007 – Quantum Of Solace (2008), onde canta com Alicia Keys a música “Another Way To Die” que concorreu ao Oscar de Melhor Canção.

Não poderia esquecer que ele tem planos para lançar um projeto solo, mas enquanto isso não acontece, esperamos que ele cumpra a promessa de entrar em estúdio para o novo álbum do duo com Meg, já que a promessa do filme ele cumpriu.

5.116 caracteres e 1.053 palavras para contar dos 1001 projetos de Jack White.

A.L. o quê?

•julho 22, 2009 • Comentários desativados

A primeira vez que ouvi falar deles foi há cerca de 3 anos. Dia chuvoso, fila imensa, mais de 12 horas sem sentar, sem comer, sem ir ao banheiro, show atrasado.

Quando anunciaram que o show do Jack Johnson iria atrasar, fiquei fulo da vida, pensando ainda que havia a maldita abertura do show. Uma banda entrou no palco por volta das 11 da noite e começou a tocar e a minha raiva foi embora. Apesar de pouquíssimos conhecerem as letras, as músicas eram simples mas bem feitas, as letras leves também ajudavam a descontrair ainda mais o show.

A banda em questão era a Animal Liberation Orchestra, mais conhecida com A.L.O. Fiquei um tanto curioso sobre o nome da banda e fui pesquisar… e achei pouca coisa. Se alguém souber o porquê desse nome me diga, por favor.

A banda diz encaixar-se em um jazz que combina influências de diversos outros gêneros. Entre seus contatos mais atuais, que muitas vezes geraram trabalhos em conjunto, são, por exemplo: Jack Johnson (a banda tem um contrato com a gravadora Brushfire Records de Johnson), Tea Leaf Green, Big Light, Forest Sun e diversos outros músicos locais.

2008 foi um ano de descanso para a banda que, após seu segundo CD lançado em 2007, Roses & Clover (Brushfire Records), resolveu tirar o tempo para trabalhar em novas composições e para que cada integrante pudesse trabalhar em seus projetos pessoais. Um dos últimos singles gravado pela banda foi “Christmas Time”, que recomendo.

Girl I wanna lay you down – ALO feat. Jack Johnson

Vídeos:

-Maria
-Roses & Clover
-Christmas Time

Caêtando

•julho 20, 2009 • Comentários desativados

Nesse último domingo tive a oportunidade de assistir o novo show do Caetano do álbum Zii & Zie (lançado neste ano), apesar de não conhecer muito a carreira dele ou até mesmo os grandes sucessos, não contive a idéia de não ir. Antes mesmo de ver o cenário eu já o tinha visto em vídeos na internet, para começo eu tinha odiado e achava completamente sem sentido o conceito da asa delta posicionada ao fundo do palco estar “sobrevoando a cidade”, porém com o decorrer do show o jogo de luzes (espetacular, ajudava a criar o tal feeling) junto às imagens passadas atrás, me fez mudar de opinião, principalmente quando mostravam belas imagens do céu azul com nuvens do Rio, que realmente fazia jus ao intuito do vôo. Caê entrou saudando a platéia e sem mesmo falar nada começou abrindo o show com “A voz do morto”, logo depois emendando com “Sem Cais”, ao final dela apresentou a banda Cê, composta por Pedro Sá (guitarra e vocais), Ricardo Dias Gomes (baixo, piano Rhodes e vocais), Marcelo Callado (bateria e percussão) com palavras de carinho “especialmente para Aracaju”, mas aproveitando a linha sobre a banda, preciso enfatizar o quanto espetacular Pedro Sá é, grandes solos que faziam todos os olhares voltarem para ele, onde até mesmo o Caetano se escondia atrás da bateria para dar espaço ao show individual da guitarra, Marcelo Callado também não fica para trás, belas batidas e emoções diversas para cada música (não lembro exatamente qual momento, mas o Pedro juntamente com Marcelo teve um tipo de interna, ambos passaram toda a música sorrindo, admito que fiquei curiosa), não que eu esteja diminuindo ou esquecendo o Ricardo Dias, só que de todos era o que menos chamava atenção, como se fosse apenas a banda de apoio do apoio. Caetano todo serelepe, corria para todos os lados do palco, pulava, timidamente dançava e fazia interpretações das músicas por meio de gestos com as mãos, até brincou utilizando tais gestos na música “Eu Sou Neguinha?”, quando cantava o refrão colocou ambas as mãos na cabeça como se fosse par de chifres de alce, fora as mãos na cintura e o quadril para o lado, como se fosse uma mulher. Uma curiosidade, não foi de surpresa minha a tal queda dele em algum show desse ano, pois muitas das vezes o mesmo andava de um lado do palco para o outro, bem na beira e digo mais, nesse ele não ia somente cair, digamos que a altura fosse relativamente grande e poderia causar algum tipo de dano. Caetano criou uma ligação com o público maravilhosa, principalmente na música “Irene”, todos cantavam junto e ele esboçava um grande sorriso que percorria ponta a ponta do rosto, um sorriso que para mim foi muito mais que dentes e gengivas, ele sorria com os olhos e alma, vendo a recepção e o carinho de todos com ele. Foram praticamente duas horas de show com vinte e três músicas, não só do álbum atual, mas de alguns outros da carreira. Se tiverem a chance de ir, não percam, vale à pena.

Recentemente foi lançado o filme “Coração Vagabundo” que mostra Caetano na intimidade durante a turnê do álbum “A Foreign Sounds”, primeiro com o repertório totalmente em inglês. No documentário ele opina sobre diversos assuntos como religião, política, música, antropologia e demais. Caso alguém assista, me diz depois o que achou, pois duvido que chegue aqui.

30s

•julho 15, 2009 • Comentários desativados

É o tempo que dura a prévia do novo clipe “Strawberry Swing“ (álbum Viva La Viva La Vida or Death and All His Friends), do Coldplay.

O vídeo traz Chris Martin de super-herói que luta contra um esquilo gigante de giz de cera, apesar de parecer besta, a histórinha é bem fofa. O vídeo completo só sairá dia 20 de julho no site Babelgum e fora produzido pelos artistas visuais Shynola (que já trabalhou com o Radiohead “Pyramid Song”, Blur “Good Song”, The Rapture “House of Jealous Lovers”, Queens of the Stone Age “Go With the Flow”).

“Strawberry Swing” será lançada mundialmente como single digital em 14 de setembro.

E aí, será que o show do Coldplay no Brasil sai ou não sai?!

Contrariando

•julho 13, 2009 • Comentários desativados

… o clichê de que rock só trata de sexo, drogas e álcool, muitos músicos mostram que podem fazer a diferença com o rock sim e que estão aí para abrir os olhos e mentes de quem não vê além do próprio nariz.

Por exemplo, o novo clipe do Killers, “Goodnight, Travel Well” (música do álbum Day & Age lançado em novembro do ano passado), que dessa vez deixa de lado as fantasias e cenários extravagantes  para  tratar do tráfico de mulheres e exploração sexual que é o assunto abordado da ação MTV EXIT.

Rock pode ir muito além do que pode-se imaginar.
Feliz dia do Rock.

Russa?

•julho 13, 2009 • Comentários desativados

Poucos já ouviram falar de algum outro músico russo que não os clássicos, como Tchaikóvski. Mas o que dizer da cantora, compositora e pianista Regina Spektor?

Nascida em Moscou em 1980, Regina Spektor começou a aprender piano ainda criança, incentivada por sua mãe, tendo muito contato com a música erudita de seu país, mas também ouvindo The Beatles, The Moody Blues e Queen em velhas fitas de seu pai. Em 1989, época da reestruturação do país após o fim da União Soviética, saiu do país e acabou estabelecendo-se em Nova Iorque. Descobriu seu talento para compor em uma viagem a Israel, por volta dos 16 anos, e aos 18 anos já compunha músicas com voz e piano.

Fato é que atualmente Regina Spektor traz consigo da Russia apenas as influências iniciais. Hoje, elas vão desde Hemingway, Virginia Wolf, Ezra Pound e Shakespeare até Tori Amos, Björk e os clássicos russos como Mussórgski, César Cui, Rímski-Korsakov, Balakirev e Borodin. Seu estilo é descrito como Antifolk, arrisco dizer até urbano, com músicas que muitas vezes trazem histórias abstratas ou personagens trabalhados como na literatura. A cantora se utiliza muitas vezes de sons inusitados, como versos formados apenas por sonoplastia, vocalizações diversas (até Beatbox ela já usou), e “instrumentos” inesperados, como uma baqueta e o tampo do próprio piano.

Segundo a cantora, ela já teria criado mais de 300 músicas, mas não teve paciência de escrever todas. As já escritas estão reunidas em 5 álbums:

2001: 11:11
2002: Songs
2004: Soviet Kitsch
2006: Begin to Hope
2009: Far

Pessoalmente, recomendo 2 vídeos: Samson e Laughing With. Ambos podem ser encontrados no site da cantora:

http://www.reginaspektor.com/

(Por razões de direitos autorais os vídeos oficiais não estão disponíveis no YouTube, por isso não pude postar aqui dessa vez.)

Notas e sensações.

•julho 11, 2009 • Comentários desativados

Música é muito mais do que arranjos e notas, e sim sentimento, para ser mais objetiva, música é provocação de emoções, ações, de inúmeras coisas que nem mesmo nós percebemos. O gênero pode ser qualquer um, desde o clássico Frank Sinatra, atual Radiohead, alternativo Depeche Mode, polêmico David Bowie até estilos dançantes como o funk carioca, pagode do Zeca Pagodinho, sertanejo do Chitãozinho e Xororó, forró do Calypso ou eletrônico do Chemical Brothers, no final eles nos atingem em cheio trazendo diversas sensações. O certo é que nem sempre é necessário uma voz acompanhada pela melodia, temos grandes exemplos do jazz, somente o som dos instrumentos pode causar grandes impactos. Música é vida, é remédio, é diversão, é o imaginável e o inimaginável, é ilimitado, é para qualquer um, é onde todos se encontram.

Aproveitando a deixa do último post:

Muse.

É um tanto difícil à tarefa de classificar Muse, o certo seria colocá-los em todos, pois eles conseguem fazer uma mistura de rock alternativo, progressivo, música eletrônica e clássica. Originalmente a banda, formada na escola (1994), chamava-se Rocket Baby Dolls, mas logo mudaram para o atual, em 1999 eles lançaram o primeiro álbum Showbiz que foi recebido bem pela crítica e singles como Muscle Museum e Unintended tiveram certo sucesso dentro e fora do Reino Unido. O álbum Origin Of Symmetry (2001) teve maior sucesso, onde um ano depois eles lançaram o DVD Hullabaloo – Live at Le Zenith, que foi seguido pelo duplo CD Hullabaloo Soundtrack, que continha parte do concerto e uma coleção de b-sides. No ano 2003, fora lançado o álbum Absolution, (que na opnião de quem vos fala é o melhor) com grandes sucessos como Time Is Running Out e Hysteria. Black Holes and Revelations (2006), o último CD lançado (enquanto esperamos o The Resistance), continuou o legado do anterior e foi sucesso com seus singles Supermassive Black Hole e Starlight. Em 2007, o Muse foi a primeira banda a esgotar o recém-construído Estádio de Wembley em Londres.

O sentimento ou sensação transmitido por Matthew Bellamy com a sua voz indescritível, acompanhado por Christopher Wolstenholme e Dominic Howard com harmónicas, percussões e sintetizadores, contém um peso sexual, permitam-me dizer, eles atingem um nível impressionante que por enquanto eu não sei explicar. Confiram.

 
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